Em meados de junho de 2008, um garoto entrou na lista lomobr querendo comprar uma lca, perguntando se alguém tem pra vender, onde comprar, essas coisas de sempre...
Depois de uns 10 emails falando sobre impostos, shop da lsi, ebay, câmeras alternativas para a lca e mais alguns sobre 35mm e 120, começamos mais uma discussão sobre lomografia( o que é raro na lista, mas vezenquando acontece). Decidi então postar aqui uma edição de alguns dos emails porque considero importante o teor da discussão e como muita gente nova visita o lomography.com.br buscando mais informações, é legal mostrar algumas opiniões mais amadurecidas sobre o tema, opiniões de pessoas que usam lomos e pensam a lomografia, mas que não necessariamente acreditam nessa linguagem.
Contextualizando, a discussão começou com um email da ana paula hiromi brincando com algumas coisas que já tinham sido discutidas na lista e no Congresso Lomográfico, que aconteceu em maio de 2008 na cidade de São Paulo.
Ana Paula Hiromi to lomobr
cara, por experiencia própria de quem fez monografia sobre lomo, não compre lomos e não fale de lomos... hehehe
use qualquer câmera, se for pra comprar, compre uma holga, e não fale de lomografia, fale de fotografia "precária", toy cameras, e enfatize as coisas/estilos que vêm desde o início da fotografia, que foram se reinventando ao longo do tempo, e termine falando q a lomo é uma jogada de marketing bem feita.... rs....
e comprar pelo ebay é rezar pra não ser pego, pelo menos pra mim, nem adianta mais essas coisas de gift, menos de 50 dolares, eles pegam qualquer coisa q quiserem.
Marcelo Druck to lomobr
Mas ainda acho que a LC-A tem uma tosqueira que nenhuma outra camera tem, na saturação e na distorção. Ou a LSI fez minha cabeça demais já.
Larissa r. to lomobr
cores saturadas e contraste forte?
a trip serve sim. é só fazer xpro.
o truc é o xpro, rapaz.
Larissa r. to lomobr
ah calma lá. photoshop é outra coisa. usar a pen com xpro é mesmo parecido com usar a lca com xpro. é experimentação. é o mesmo processo de revelação.
a questão da câmera é muito hype mesmo, eu acho. claro que a lca é diferente da trip que tb é diferente da câmera da mônica. mas os usos são os mesmos.
photoshop é outra coisa.
Ana Paula Hiromi to lomobr
de que adianta ter "efeito" se não tiver o principal: o OLHAR.
ah, pedro, sobre o que vc disse:
O que me chamou a atenção além da estetica foi como se expandiu pelo mundo,
pode até ser considerado um fenomeno cultural. Acho interessante o fato de muitas
pessoas fazerem uso da lomografia pra fotografar o cotidiano de maneira despretenciosa.
então, eu falei exatamente sobre isso no meu tcc e fui bastante criticada por um dos professores da banca. por que? bem, este mesmo "fenômeno" se é que podemos assim chama-lo aconteceu nos anos 40 qdo a kodak lançou a bonitinha kodak brownie q usa filme 127. pesquise sobre isso! e aí vc ganha o ponto q perdi na minha nota... haha
e sobre "fotografar o cotidiano", no início este seria o meu enfoque no tcc, mas... o que seria fotografar o cotidiano? pensando bem, acho isso mto slogan da lsi... qualquer um fotografa seu dia a dia com qualquer camera. quem faz fotolog com fotos posers tá mostrando seu cotidiano de alguma maneira tmb. acredito que isso não é um estilo fotográfico. vc acaba fotografando o cotidiano pq vc sai com a lca no bolso, fotografa tudo o que vê pela frente e isso acaba se tornando uma auto-biografia fotográfica. cada um mostrando o seu próprio cotidiano. se eles não enfatizassem o fato de fotografar tudo por aí, não existiria o slogan "fotografar o cotidiano". é o que EU acho.
Larissa r. to lomobr
essa coisa de fotografar o cotidiano tb é antigo, muito antes da lca e da lsi. é o grande boom das câmeras compactas. de repente vc podia levar pra todocando, não tinha grandes preocupações para fotografar e o filme era acessível. foi a partir daí que surgiram as trips, pens...
não adianta gente.. realmente a lsi não fez nada nada super original. não tem nada super interessante sobre eles.. e se tem, vc tb pode achar em outros "movimentos" ou momentos..
sinceramente eu n sei explicar nossa abdução pela lsi. hahah
Fabio Yamaji to lomobr
Então, pra botar lenha na fogueira, o que realmente caracteriza este grupo de discussão?
E sobre a lomografia ser usada pra registrar o cotidiano, não vejo como característica marcante. Me chama mais atenção as fotos desfocadas, de fragmentos de coisas ou de assuntos como bueiros e nuvens (e com cores irreais) não serem descartadas como desinteressantes ou erradas. Mas nem assim podemos considerar todas elas prestáveis. Logo, é o olhar que conta, como disse a Ana...
Luiz Fernando Egisio
O Olhar. clap rs
muito bem dito ana, essa historia que o segredo tá na ferramenta e antiga, mas na verdade câmeras são como pincéis, escolha as que se adequarem ao seu trabalho, não tenho nenhuma câmera "lomo", na verdade acho que a LSI tem no seu maior trunfo, a falta de informação, pq nego vê fotos super saturadas e lê o textinho lá, acha que e "efeito" da câmera e na verdade tem mais a ver com o tipo de revelação que o filme é sujeito, quando comecei a pesquisar para fazer meu projeto queria uma câmera 6x6, e que fosse possível fazer múltiplas exposições, Bingo ! a holga praticamente caiu na minha cabeça, barata, customizavel, leve (anda com uma pentax 6x7 no pescoço 1 hora para vc ver, hehehe) foi como uma luva, fora o aspecto informal que com minhas breves pesquisa, constatei que interferem é muito no resultado final, e bem diferente de sair com uma 80-200mm 2.8 apontando a torto e a direita, não intimida a galera.
Ana Paula Hiromi to lomobr
o que é hype?
eu particularmente sinto RAIVA das pessoas que aderem à lomo por modinha. isso é bom pra lsi pq eles vendem mais produtos. mas pro mundo fotográico não né gente? qta porcaria de foto eu vejo por aí... nao q as minhas sejam boas, mas... acho q vcs me entendem.
posso montar um livro só com os emails toscos q eu já recebi de gente querendo comprar câmera.
- eu quero uma LOMO! (tá, mas que câmera?)
- eu quero a câmera tal, mas que filme ela usa? como eu faço pra revelar?
... e por aí vai.
porra, não sabe nem como o negócio funciona e quer comprar? custa pesquisar um pouco antes? custa muito! é aí q eu sei q esse cara tá só por modinha. não vai tirar uma foto decente. não sabe nem onde revelar um filme negativo...
eu entrei na lomo pq vi as fotos do amf e curti muito, fui pesquisar pra saber como ele conseguia aquelas cores sem photoshop. tão simples! não fui querer comprar uma câmera tosca achando que ela ia fazer milagre... pq a câmera mesmo, faz muito pouco do serviço. acho que a nossa "abdução pela lsi" é explicada pelo simples fato dessa lista existir: querendo ou não somos um grupo, uma comunidade, que tem uma coisa em comum. essa coisa de unir as pessoas só por terem o mesmo tipo de câmera ou gosto pra zuar com os filmes. quem foi que não gostou de ter se conhecido na lets lomo? ah... eu queria uma mesa redonda no bar todo fim de semana... haha
Laura Morgado to lomobr
Certo. Mas eu fico pensando aqui, "porra, qual o problema do cara entrar na modinha?".
Pode entrar em contato com as pessoas aqui do grupo? pode. Pode aprender onde revelar um filme negativo? pode. Vai começar a sacar muito mais de fotografia e aperfeiçoar o próprio olhar para as coisas? Vai, poxa.
Acho que os que entram por modinha, no mínimo, não duram.
É muita informação que se precisa correr atrás, investimento em equipo e filme, disposição pra experimentar das maneiras mais diversas, TEMPO PRA ACOMPANHAR ESSA LISTA, yabba, yabba.
Quem não aguenta o tranco em prol do LOOK DESCOLÊ que é ter uma LC-A ou circular nos picos alternatchivos com uma smena, vaza cedinho mesmo. Conheço vários casos assim.
Quem fica, fica porque gostou da brincadeira. E aí, de que importa a maneira que ele entrou na LOMOVIDA?
Bem-vindo ao grupo, eu digo.
Larissa r. to lomobr
num tenho problemas com hype não.
acho legal que uma pessoa que nunca se ligou em fotografia de repente se ligue.
se o interesse vai durar pós-hype ou não, aí é com ela.
se ela vai tirar bom proveito disso aí tb é com ela.
se ela vai tirar foto ruim, aí é com ela.
se ela for virar uma puta fotógrafa, aí é comigo tb. pq eu vou querer ver e aprender tb.
ou seja, sinceramente, só tenho a ganhar.
a única coisa que incomoda um pouco é ver os preços subindo.
mas até nisso eu tb só tenho a ganhar. já que nessa altura não quero mais nenhuma câmera da lsi, oq eu vou querer mais tarde é vender =)
long live hype! hah
Serena Calejon to lomobr
Eu concordo com a Lara, mas também entendo o ponto da Ana.
Acho que o meu problema não é com gente que vai pela modinha, mas com gente que tem preguiça de aprender. Google is your best friend! Vai pesquisar e entender antes de dizer que gosta e tá dentro.
Eu mesma, de certa maneira, fui vítima do hype. Fiquei sabendo sobre a LSI porque há muitos anos uma loja hype de São Paulo, a Clube Chocolate, começou a vender action samples, pop9 e afins. Meu chefe-hype foi na loja, viu e me mandou escrever uma notinha sobre o assunto (e eu, vendida, escrevi sobre a LC-A e não sobre as invenções mirabolantes da LSI, hahahahha. deu um trabaaaaaalho pra editar).
Enfim, viva o hype sim.
larissa r. to lomobr
acho que a fascinação (essa palavra é meio brega, mas é exatamente isso) acontece quando você percebe que uma câmera de plástico pode criar imagens fantásticas.
a maioria das pessoas ta tão ligada ao equipamento (mesmo as leigas) e a idéia de representar a realidade da forma mais acurada possível (e aí quanto mais high tech melhor) que é meio chocante ver fotos feitas com máquinas toscas, que não retratam a realidade, e que possuem uma qualidade surpreendente.
e é aí que vc percebe a questão do olhar. que vc passa a valorizar o processo, não só o resultado.
e era aí que vc deveria se desligar do equipamento. mas alguma coisa muito estranha acontece, e vc n desliga, vc vai de uma religião (hi end) pra outra (low end).
Maicon Garcia to lomobr
A Larissa lembrou bem que a gente vai de uma religião pra outra.
Quando citei a frase dela "sinceramente eu n sei explicar nossa abdução pela lsi" eu não falava do hype "inicial", a tal da modinha que leva alguém a mandar perguntas toscas pro e-mail da ana. eu falo do que acontece depois (não sei se dá pra definir como hype).
Por qual motivo, após ter descoberto como se chega nas cores saturadas e tal, ainda há a necessidade de se ter uma lc-a? ou de ter o nome lá no site lomography.com.br?
Se é o "olhar" que importa e não a câmera, pq motivo todos os mais entendidos aqui da lista têm uma lc-a?
Poliana, o que te levou a desembolsar tanto dinheiro pra comprar uma lc-a (que eu tentei comprar mas não tinha tanta grana assim) se já disseram aqui que vc pode "lomar" com uma trip de 40 reais?
Se o que caracteriza essa lista é "fotografia alternativa e seus estudos e experiências" e isso não tem a ver com lomo, pq a lista tem o nome de LOMObr?
Eu acho que todo mundo gosta sim de exibir suas câmeras, e não há nada de ruim nisso. E nem em comprar o conceito da LSI, que afinal de contas e legal pra caramba.
larissa r. to lomobr
maicon, a questão é que a lomo fascina. vc é abduzido. daí vc entra na coisa, começa a fazer, comprar, fotografar e tcharam, pensar!
fotografia é assim, vc pensa melhor quando vc fotografa. é como poesia, os melhores críticos são os poetas. pq vc entende os mecanismos, a linguagem....
é isso que acontece. vc conhece a lsi, compra a câmera, fotografa, faz exposições... e nesse processo vc vai se questionando... se a coisa for pertinente, vc passa a vida fazendo e se questionando. se não for pertinente, como a lomografia, chega uma hora que vc fecha o raciocínio. que vc chega a uma conclusão. mas aí já é tarde, vc já fez exposições, já tem as câmeras, já criou a lista de discussão com os amigos.. hahah e isso não é ruim, é ótimo! mas vc parte pra outra né...
é como vc montar uma banda punk qnd vc tem 15 anos. aí vc faz show, lança cd, compra guitarra... numa certa altura, vc começa a ouvir outras coisas... novos baianos, coltrane, muddy waters, johnny cash, elton john (!!)... aí vc acaba a banda... ou transforma ela em outra coisa. mas sua guitarra continua. vc só passa a tirar novos sons dela.
é isso que pretendo fazer, tirar novos sons da minha lca. ;]
Luiz Fernando Egisio to lomobr
Lari, pegou em um ponto que eu particularmente a chave da questão,
a questão da troca de religião o legal é ser flutuante poder conversar na linguagem que quizer sem perder a qualidade do trabalho, ser um poliglota visual, uma estética quebra o condicionamento da outra, mais a visão continua sendo a mesma.
Marina Wajnsztejn to lomobr
Pedro, um documentário não tem como característica ser 'o mais próximo do real'? Como produtos experimentais podem ser considerados 'documentários'?
Ana Paula Hiromi to lomobr
Já me disseram que poderia-se encarar a Lomo como a sua interpretação do real... susan sontag fala de algo assim em "sobre fotografia"...
larissa r. to lomobr
tive exatamente essa conversa com o henrique em pvt, mawa.
não sei nada sobre fotodocumentarismo, acabei achando que talvez os resultados sejam os mesmos, mas o processo não.
se por acaso o fotodocumentarismo pretende representar o real, ele não consegue. pq nada consegue. pq o real não existe, é discurso. mas de qualquer forma, ele pode pretender isso. e aí é que ta a diferença. é na intenção.
a fotografia experimental não pretende representar o real. pq não acredita em um real absoluto. ela acredita na criação, na capacidade criadora da linguagem.
daí vc tem processos completamente diferentes, apesar de conseguir um resultado semelhante no sentido de que nenhum dos dois consegue dá a real =)
Marina Wajnsztejn to lomobr
Minha dúvida com isso foi porque ouvi na aula uma historinha sobre os festivais de cinema. O professor falava que, antigamente, os festivais só tinham duas categorias para inscrição de obras: ficção e documentário. Mas muita coisa não cabia em nenhuma dessas definições e, por isso, foi criada a categoria 'experimental'.
Sobre a captação do real, não acredito muito nisso também, já que qualquer produção nossa acaba sendo uma das representações do real.
Mas um fato é: o que temos por real normalmente é aquilo que é o mais próximo do modo de presença visível do fato (do que os olhos vêem mesmo). E lomo não preza esse modo...
É uma questão bacana. É possível abordar experimentalismos como fotodocumentários? Pensem na origem da palavra documento: RG, etc.
Fabio Yamaji to lomobr
Acho que fotografar é documentar. Não dá pra fotografar algo irreal. Tanto é que em CGI (computer graphic imagery), ou 3D, fala-se em "foto-realismo" pra qualificar algo criado virtualmente que pareça de verdade.
E também não acho que aberrações criadas por lentes, filmes vencidos, duplas exposições, xpro, gelatinas rosco, splash, cagadas e afins façam de uma foto experimental. E ser documental não exclui ser experimental. Experimental, pra mim, é aquilo que não foi explorado comercialmente. Daí, de novo, entra o lance do olhar. Do cara ter feito a foto intencionalmente ou de não ter descartado aquilo que não saiu como previsto. Depois que a mídia absorve, deixa de ser experimental. E vira hype. Por exemplo "Amélie Poulain" ou "Cidade de Deus", cujas fotografias vejo inspiradas em resultados de polaroids ou câmeras de baixa tecnologia. Ou simplesmente em xpro. E daí geram uma quantidade de outros filmes e comerciais com a mesmo estética "cool", até virar carne de vaca. E nem tô dizendo que aqueles filmes ejam experimentais.
Enfim, misturei tudo e me perdi.
Mas a lenha tá rendendo, não?
larissa r. to lomobr
calma fábio, não dá pra fotografar o irreal. claro, sempre vai existir um referente. a diferença é que cada um vê o referente de uma forma. e aí é que ta possibilidade de criação... oq existe em fotografia em geral é a tentativa de captar esse referente na sua realidade. oq exista na fotografia experimental é a tentativa de criar uma realidade para esse referente.
bem, é só vc pensar que linguagem é discurso. não tem como fugir disso.
e agora eu discordo completamente de vc.
tu diz "não acho que aberrações criadas por lentes, filmes vencidos, duplas exposições, xpro, gelatinas rosco, splash, cagadas e afins façam de uma foto experimental."
acho que o que é experimental é o processo. vc usar filmes vencidos, fazer xpro, usar gelatinas e lentes toscas tentanto tirar daí uma coisa diferente, é experimentar sim! e é fazer fotografia experimental sim.
se os teus resultados são bons ou não aí a gente pode discutir. e ainda assim com uma ressalva, que é saber que mesmo que eu n ache teus resultados legais, eu sei que o processo, de alguma forma, te ajudou e foi bom pra vc.
de jeito nenhum eu acho que experimental é oq ainda não foi explorado comercialmente. experimental não tem nada a ver com o comercial. muito pelo contrário até. quando vc faz uma gambiarra vc n ta pensando em vender sua invenção. aquilo é uma coisa completamente pessoal.
a mídia pode morrer de absorver as pinholes, por exemplo. pode virar a nova moda nacional, brad pitt pode ir pro oscar com uma e mesmo assim aquela caixinha vai ser experimental. pq vc experimenta com ela. pq n existe uma técnica super precisa e mundialmente difundida. cada um inventa a sua. cada um aprende a lidar com a caixinha de forma pessoal. por mais que se ensine, por mais que existam tabelinhas...
agora tive a sensação que a gente ta falando de coisas diferentes, né?
ou não?
Serena Calejon to lomobr
adorei a explicação, lara.
só acho uma coisa um pouco diferente: "experimental é o processo". eu acho que experimental é a intenção, que se reflete de alguma maneira em alguma subversão do processo "correto", da técnica apropriada. mas o cabra pode usar um filme vencido por outros motivos e gerar um resultado que não tem nada de experimentação. assim como a experiência inovadora pode acontecer dentro de um processo (escolha de filme, iso, exposição e revelação) normal, mas a partir de um olhar completamente novo. voilá.
por isso que eu concordo também que experimental não é diretamente proporcional a volume/comercialização. mas pode ter alguma relação sim. pode ser que um resultado que começou como intenção passe a integrar o rol da técnica. e daí todo mundo faz não porque quer alguma coisa nova e diferente, mas porque "é o jeito certo de..." ou "é o melhor jeito de...". mudou de categoria.
larissa r. to lomobr
é, isso!
penso assim tb mas n consegui dizer =) é a intenção, a postura.
e sobre a comercialização, é, acho que tu ta certa ;]
acho que é mais por aí mesmo... agora entendi o fábio, acho
nesse sentido acho que a lsi estraga as coisas. ela dilui a experimentação.
Serena Calejon to lomobr
ééééééé. total. na lsi experimentação é o "jeito lomo" de fazer as coisas.
mas ainda não sei se eu acho isso ruim. tô pensado...
larissa r. to lomobr
hm.. acho que eu acho ruim.. hah
tb não tenho certeza. mas me parece que isso meio que anestesia as pessoas.
quando elas olham pra colorsplash elas pensam "ai que linda!" não pensam "eita, é uma gelatina na frente do flash". sei lá.
a lomo, inicialmente, gera outro tipo de interesse que não o experimentalismo.
e tipo, qual o problema nisso né? tb não sei hah, mas me incomoda.. ;]
(...)
eu gosto da lsi pq ela converte as pessoas pra fotografia, chama a atenção. e o melhor, faz com as pessoas voltem a usar filme. isso, sem dúvida, é oq me faz gostar mais da lsi.
e no fim das contas é aquela coisa, quem se interessa mais, ou melhor, quem tem o real interesse, pega o bonde da lsi e segue em frente. quem n se interessa tanto, fica no hype até passar.
(...)
não importa se a gente usa um flash qq com gelatina na frente ou um colorsplash flash bonitinho e ordinário da lsi. não importa se a gente quebra nossa diana pra fazer pinhole ou se a gente usa a diana + da lsi.
o que importa é o uso que a gente faz dessas coisas. nossa postura diante delas, nossa intenção, como diz serena.
Julio França to lomobr
o que penso, quanto mais gente consumindo essa birosca toda
melhor, 1 bilhão de malucos atras de filme força empresasas
a voltar a fabricar filme. 600 caboclo não significa nada.
40mil, maybe.
sei lá. concordo e discordo de tudo que foi dito aqui.
unica coisa que concordo é a discussão em si, que nos leva
a algum lugar além do hype, além da modinha, além da padaria da esquina.
eu me divirto ainda com isso, portanto estou na onda. o dia que perder a graça
pra mim, saio. mas enquanto tiver gente pra bater um bom papo sobre isso
vai ficando bom. e a gente se juntou em torno da amizade, então se a parada lomo
morrer, o filme pb pifou e nao tem mais jeito, a gente arruma outro.
quem sabe quando inventarem um novo avanço tecnologico que substitua
a camera digital, nós não seremos o último bastião da antiga fotografia
com CCD e CMOS, processadas em antigos chips de silicio, enquanto nego
usa alguma tecnologia absurda que grave as imagens q estão sendo
captadas pelos próprios olhos do "olhador"
o problema da lsi está em eles experimentarem, ou pegar o experimento de alguem
e vender como "técnica" e pronto. e vender como discurso deles, não somente
como um produto na lojinha, sem excluir isso.
vc repete o que eles experimentaram, ou alguem antes.
é bom pq pode te ensinar que o caminho é sair das normas,
mas vc pode se ver preso dentro das normas deles, ai vc fica
travado e não experimenta, só continua a repetir o experimento
do outro.
mas é positivo quando isso te abre a mente pra criar seu caminho.
isso é importante e creio que acontece com quem está aqui discutindo.
começa seguindo, depois se rebela e faz teu caminho.