Séries de Sebastian Palmer: Hope

2016-03-09

Sempre é uma coisa incrível, quando um fotógrafo captura a beleza de uma situação feia. São Paulo, sendo a maior cidade do Brasil, é um destino para muitas pessoas do interior do país, a busca de novas oportunidades, uma vida melhor. Infelizmente, a realidade é outra.

Nessa série, Sebastian trabalha com o aspecto da esperança. Quando você vem da pobreza para tentar conquistar algo, e a sociedade te exclui, muitas vezes a única coisa que faz com que você continue indo e não desista é a esperança. Mostrando não só a pessoa, como ser humano, como alguém com medos, desejos, um passado, mas também um objeto da pessoa, o que nos deixa conhecer ela um pouco mais. Nos deixa conectar mais um pouco com a pessoa retratada.

(esq.)Edvaldo: um cozinheiro, trabalha 7 dias da semana. Ano passado ele ganhou uma competição para treinar como um chef na Europa, mas ele foi desqualificado, quando foi descoberto, que ele não tem um nível de alfabetização suficiente. (dir.)Na idade de 83 anos, Senhor Orivaldo desobrigado pelo seu genro. Ele está do lado de uma nota de um dólar modificada que ajuda com a “motivação”.

“Nessa série, eu morei em um edifício ilegalmente ocupado no centro de São Paulo, Brasil com algumas das 70,000 pessoas que migram para a cidade cada ano na busca de uma vida mehor.”

(esq.)Uma porta de saída para um quarto grande com 10 quartos provisórios construídos com madeira compensada ou lençóis pendurados em cordas. (dir.)Uma mãe solteira, grávida com o seu sexto filho. Francisca encontra força na Bíblia. No momento, ela está indo para escola para obter um diploma de colégio e sonha do dia em qual ela vai poder ver o seu filho mais jovem, qual que ela ‘perdeu’ por conta de crack, quando ele se viciou com 12 anos de idade.

“Apesar destas condições e as dificuldades que enfrentam, todos que eu encontrei, encontraram a força para continuar através de esperança. É esse tema que eu queria explorar.”

(esq.)Um colchão contra a parede, pronta para ser usada pelo próximo ocupador. (dir.)Uma foto da família em ‘casa’. São Paulo tem sido um grande afluxo de pessoas que chegam do campo em busca de uma vida melhor.

“Eu tenho usado dípticos como um meio de expandir a narrativa. Sempre usando itens encontrados perto ou pertencentes ao sujeito. Estes tiros do detalhe são pistas tantas vezes negligenciados e afastados, mas que eu vejo como fragmentos de informações que ajudam a completar o quebra-cabeça.”

(esq.)A capa laranja de um livro “como interpretar os seus sonhos” senta perto do Kris; uma mãe solteira que perdeu toda a sua poupança devido a fraude. Sua única renda é a venda de brinquedos na rua. (dir.) Lisene trabalha como manicure em um salão de beleza. Trabalhando 6 dias da semana, ela conseguiu economizar o suficiente para comprar duas vacas para o seu irmão no interior, que cuida da criança dela. Um dia, ela quer viajar.
(esq.)Muitos residentes enfeitam suas paredes com fotos de revistas. Essa em particular, é uma propaganda de um perfume. (dir.)João é um professor de jardim de infância e acabou de virar avô. Ele desistiu da sua casa, para que a sua filha e a sua neta tenham um começo de vida melhor.

“Todas as fotos foram feitas na câmera. Eu usei longas exposições, movimento deliberado da câmera e colocação dos itens na frente da lente, para criar uma qualidade estética e a minha interpretação da utopia dos sujeitos.”

Detalhe de um pôster de Maria perto de Adriana, uma mãe soleira que não pode trabalhar por conta de uma desabilidade.

Esta é a primeira de 4 features que fizemos com Sebastian Palmer, com suas séries feitas em São Paulo. Para saber mais sobre o artista, visite seu site, seu facebook e o seu Instagram.

Toas as fotos foram usadas com a permissão do artista.

escrito por michellymatias no dia 2016-03-09 em #pessoas

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