Girl Power: Uma entrevista com Jessica M. Kirk (NSFW)

2016-09-08

Jessica M. Kirk faz excelentes retratos nus de mulheres e enfatiza sua beleza com a combinação perfeita de humor leve e sonhador. Desde que ela descobriu a fotografia analógica, sua vida mudou e ela continua a nos surpreender com o seu trabalho. Nesta entrevista Jessica fala sobre o processo criativo por trás de suas sessões de fotos e nos deixa em seu mundo de inspiração infinita.

© Jessica M. Kirk

Quando você tirou a sua primeira foto? Qual foi o começo da sua viagem fotográfica?

Quando eu tinha uns dezessete anos (dez anos atrás), eu comecei a fotografar conscientemente. Eu comecei com uma Olympus Trip que eu achei em uma loja de segunda mão for $3. Antes disso, eu tirava fotos sociais em câmeras descartáveis quando era criança e câmeras digitais lo-fi durante a minha adolescência.

© Jessica M. Kirk

O que te atraiu a fotografia analógica? Quais câmeras você usou até agora e qual você prefere para o seu trablaho?

Eu gosto que o analógico me submerge mais perto do processo orgânico da criação. Eu gosto de trabalhar para a minha arte. A sociedade contemporânea é rápida e obcecado com a gratificação instantânea. Eu gosto de merecer. Fotografar com filme me dá exatamente isso. Minha coleção é muito grande, mas as minhas favoritas são: a Canon EOS 500 dos anos 90 para retratos. Eu tenho alguns desses corpos em back-up, que é o quanto eu amo a 500. A Yashica T4 e a Olympus Stylus para viagens / snaps sociais. Asahi Pentax K1000 se eu quiser mudar um pouco da EOS 500. Canon AE-1, adição honorária à coleção de todo o fotógrafo de filme.

© Jessica M. Kirk

O que você acha de autorretratos? Você se sente melhor na frente ou atrás da câmera?

Autorretratos são essenciais. Eu me sinto bem na frente da câmera; eu me sinto bem comigo mesma. Mas eu prefiro estar atrás da câmera, onde eu posso dirigir e manter a visão.

© Jessica M. Kirk

Sim, a sociedade está ficando mais relaxada com nudez. Mesmo que ainda falte muito. Positividade de movimentos para a positividade do feminismo e corpo / sexo estão ajudando a desmantelar estigmas.

© Jessica M. Kirk

O que provoca a sua criatividade? O que é que você quer mostrar nas suas fotos? Como você a sua versão criativa da realidade?

Eu encontro inspiração no movimento de filme francês New Wave; cinema de arte. Isso acende um monte da minha criatividade estética – produções de baixo orçamento filmados em apartamentos de amigos, experimentação com filme, tons de cores. Isso também complementa a minha abordagem filosófica com temas existenciais e sociais. No entanto, não vem sem problemas. Dentro do New Wave há uma falta de representação das mulheres de cor, e às mulheres musas são dadas vozes por atores do sexo masculino. Quero mostrar a força na vulnerabilidade.

© Jessica M. Kirk

Você faz retratos excepcionais de mulheres e nudez é uma grande parte disso. Como você consegue deixar as suas modelos se sentirem confidentes e lindas mesmo se elas não estiverem completamente vestidas? Você acha que as pessoas estão se sentindo mais confortáveis vendo nudez hoje em dia, comparando com como era antes?

Normalmente as modelos conhecem o meu trabalho antes de concordarem a participar. Mas eu gosto de marcar um encontro pra tomar um café primeira, pra esclarecer tudo para o dia do ensaio. Isso também permite um processo coletivo negociando com que a modelo se sente bem e com que não. Eu também gosto de saber um pouco sobre a história e a personalidade da modelo para eu poder mostrar isso no ensaio. Eu sou uma grande defensora do corpo e da positividade do sexo, de modo que se traduz em modelos se sentindo confiante. Sim, a sociedade está ficando mais relaxada com nudez. Mesmo que ainda falte muito. Positividade de movimentos para a positividade do feminismo e corpo / sexo estão ajudando a desmantelar estigmas

© Jessica M. Kirk

Eu entendo que você está estudando artes liberais e você também é uma fotógrafa. É muito difícil para você encontrar um equilíbrio entre os dois e ser igualmente bem-sucedida? É necessário fazer concessões para manter as duas atividades na sua vida?
Acabei de me formar, e enquanto eu estava estudando era muito difícil de equilibrar os dois. Meu cérebro não sabe mais como desligar. Eu tenho mestrado em Sociologia e Estudos de Religião, com um secundário em Estudos de afro-americano e Estudos Internacionais – todos teoricamente pesados. Mas a minha licenciatura informou completamente a minha fotografia em termos de meu paradigma, abordagem e visão. Eu sou muito teimosa, então eu fiz o trabalho sem comprometer a nada, exceto para o ‘tempo livre’. Certifiquei de tirar boas notas ao mesmo tempo, cabendo em atividades criativas, como contribuição para movimentos que o meu diploma reflete. Mas sem estar ciente dos tons sociais implícitos que o meu trabalho fala, meu trabalho é explorar a beleza. Exercícios de estética são terapêuticos e uma boa mudança de escrever artigos sobre guerra internacional e conflito.

© Jessica M. Kirk

Você mencionou que você fez uns ensaios novos recentemente. O que te inspirou desta vez a tirar estas fotos? Você pode nos contar um pouco mais sobre o processo criativo atrás dos seus ensaios fotográficos?

Eu morei nos Estados Unidos ano passado em Seattle, Washington. Eu completei o meu último ano na UW. Como eu aprendi, Seattle é uma cidade muito especial. Cheia de criadores de movimentos. Eu fui bem-vinda na comunidade bem cedo quando eu me mudei pra lá. Eu conheci uma mulher que realmente exemplificou o que irmandade e inclusão é. Elas me inspiraram. Seattle me inspirou.

© Jessica M. Kirk

Na sua opinião, qual é a melhor parte de ser uma fotógrafa? Se você não fosse uma fotógrafa, como você escolheria expressar a sua criatividade?

Para mim, através do meu processo, a melhor coisa é a construção de solidariedade e conexões com outras mulheres. Se eu não fosse uma fotógrafa, eu gostaria de aprofundar mais em filme. Eu amo cinema. Eu tenho trabalhado em projetos de entrevistas com as mulheres que eu fotografei recentemente e transformando os em pequenos clips. Atualmente estou editando eles, enquanto Godard e Varda passam no fundo…

© Jessica M. Kirk

Todas as fotos mostradas neste artigo, foram usadas com a permissão de Jessica M. Kirk. Se você quiser ver mais do seu trabalho, dê uma olhada no seu Instagram ou no seu Tumblr.

escrito por Ivana Džamić no dia 2016-09-08 em #pessoas

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