Kid Richards compartilha a sua primeira vez com a LC-A 120

2017-02-16

Bruno Cantanhede, também conhecido como "Kid Richards" (como uma homenagem para o seu músico favorito), apaixonado por moda e música. Aqui, ele compartilha a sua arte conosco através da lente da LC-A 120.

Bruno, Kid, ou Kid Richards? Como você prefere ser chamado?

Hoje em dia, muita gente me chama de Kid. Normalmente só os meus amigos mais íntimos e familiares me chamam de Bruna (o que eu prefiro). Kid é como um alter-ego.

Você estava no meio de se formar em arquitetura quando você decidiu se focar na fotografia. O que te convenceu a perseguir a fotografia?

Bem, eu não estava feliz no momento. Eu já estava fazendo música e eu comecei com fotografia, então eu precisava fazer essas coisas full-time (ou pelo menos tentar). E eu gostaria de fazer coisas que realmente me fazem feliz. Eu estudei arquitetura e eu acho que isso sempre é presente no meu trabalho, especialmente na minha série de diário.

A fotografia é um sonho da sua infância? Como ela se tornou no seu emprego integral?

Na verdade, não. Mas eu me lembro de sempre ter tirado fotos. Sempre foi algo muito presente na minha infância. Eu me lembro do meu pai me falando que eu tinha que ter cuidado com as fotos que eu tirava com a câmera dele, porque tinha um rolo de filme dentro e só tinha 36 poses para fotografar, e não era barato revelar e tudo isso. E é engraçado pensar nisso agora! Tem semanas onde eu fotografo 20 ou 30 rolos de filme! Então não foi algo “planejado”, mas sempre estava presente.

Qual câmera você gosta de usar?

Bem, as minhas câmeras preferidas ainda são as Canon F1s. Eu tenho duas e elas são simplesmente perfeitas. Elas foram construídas como um tanque. Agora eu estou usando uma Fujifilm GA645 novinha, e eu sempre compro câmeras point and shoot baratas e tento fazer as minhas fotos diárias. Fora isto, eu amo a minha Mamiya, a RB67 e a M645, a minha Contax T2, ou a minha Big Shot Polaroid. Eu tenho umas 70 câmeras em casa (todas ainda funcionando).

Você divide o seu tempo entre Playboy e outras publicações. Como surgiu este convite?

Bem, a Playpoy portuguesa me convidou há mais ou menos um ano atrás para começar a trabalhar com eles. Foi uma grande coisa pra mim, e pra eles também, eu acho, porque eles acreditaram em mim e no meu trabalho, e arriscaram ter um fotógrafo analógico fotografando para uma publicação nacional e para a marca Playboy. Agora eu terminei com eles, pelo menos aqui em Portugal por conta de outras preocupações, umas sobre a visão artística que eu tinha e outros problemas. Falando de outras publicações e revistas, sempre é bom ser apresentado e ser convidado por umas das revistas mais legais por aí.

Música também é uma parte significativa da sua vida em um modo muito prático. Você fez parte de Born A Lion e agora em The Poppers. Como estas oportunidades aparecem?

Antes da fotografia, eu era um músico. Eu ainda sou e eu sempre serei. Eu comecei a tocar violão quando eu tinha uns 14 anos e eu nunca parei desde então. Eu acho que isto é o meu grande amor – rock’n’roll. Eu ainda faço parte de Born A Lion e agora eu toco guitarra com The Poppers. Na fotografia, eu encontrei um dos amores da minha vida também, com certeza, mas música e Rock’n’Roll, bem, isto sempre vai ser “o” amor até a morte. E é muito difícil de escolher um.

O que é mais fácil – tirar uma foto para um álbum de música (como você já fez muitas vezes) ou fotografar modelos?

É diferente. Mas eu acho que as duas coisas são difíceis. Fotografar modelos e editorial e moda, pelo menos pra mim, sempre é difícil. Você está lidando com alguém – que tem uma imagem, um ego, autoestima e tudo isso. Você tem que ter cuidado. Fotografar a capa de um álbum, é diferente em certos modos. E fotografar com filme, sempre tem um grande risco de falhar. Mas eu amo ambos.

Nos conte um pouco mais sobre a sua experiência com a LC-A 120 e as fotos que você fez exclusivamente para a Lomography.

Então, eu tenho que confessar que não foi fácil nos primeiros dias. Eu estou acostumado com outros tipos de câmeras de meio formato com quais você realmente pode ver no que você está focando, e você pode controlar tudo, como a minha Mamiya RB67 Pro S ou Mamiya M645. O sistema de focagem foi um pouco difícil no começo, mas depois foi muito divertido de usar! Eu realmente gostei do corpo da câmera, é bem portável para uma câmera de meio formato, e a lente é muito bacana! Eu usei um rolo de filme Lady Grey B&W, e eu realmente fiquei impressionado! Eu amei o contraste! Eu sempre revelo filmes preto e branco em casa, e eu fiz o mesmo com este, e eu amei os resultados. Eu tentei fazer umas das coisas que eu procuro no meu trabalho – diário, editorial, modelos, etc. Então foi um desafio muito legal!


Saiba mais sobre o trabalho do Bruno e visite o seu Tumblr ou Instagram. Todas as fotos foram feitas por Bruno Cantanhede e foram usadas com a sua permissão.

escrito por breaking_the_skys no dia 2017-02-16 em #pessoas

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