Histórias Para Contar: LomoAmigo Danielle Holbert

2017-02-28

A fotógrafa de retratos Danielle Holbert reflete na sua especialidade de retratos analógicos de artistas e músicos, vários que ela conheceu através de um círculo dinâmico de amigos criativos. Para Holbert, cada ensaio fotográfico é uma colaboração equilibrada entre artista e sujeito para poder apresentar a sua personalidade mais autentica.

O que te inspira a fazer retratos de artistas e músicos?

Eu sempre gostei de fotografar os meus amigos na escola. Na época, todos eles tocavam em bandas então o meu círculo social se formou ao redor disso. Eu fotografei a capa do primeiro álbum da minha amiga Caitlin Rose (Caitlin Rose “Dead Flowers”) no fundo da casa dela porque a gente queria brincar com um vestido de casamento vintage que ela comprou. Nashville (Tennessee) é uma cidade com uma grande variedade de artistas e músicos. Muitas vezes, os músicos exigem que sua imagem evoca as mesmas emoções que seu trabalho, o que tende a vir naturalmente e ser inspirador em si mesmo.

O que te levou a explorar isso mais através de filme?

O meu primeiro amor sempre será filme instantâneo. Desde de que eu era uma adolescente, eu colecionava e fotografava polaroids. Em 2008 quando Polaroid descontinuou a produção da seu filme instantâneo, eu decidi que estava na hora explorar outros formatos de filme. Fazer retratos analógicos me motiva para ir mais devagar e prestar atenção aos detalhes, porque eu não vou poder editar depois. A fotografia analógica sempre encorajou criatividade e acendeu inspiração.

Como é trabalhar para a cantora americana Margo Price?

Margo é alguém que eu já fotografei várias vezes ao passar dos anos. Nós sempre tivemos uma química excelente. Ela é muito natural com a câmera e na minha vida, aberta para ideias mesmo quando elas parecem ser doidas. Sempre no momento e espontânea. Trabalhar juntas, basicamente é documentar uma aventura.

Como você evoca o seu estilo fotográfico, tudo enquanto tendo que manter os estilos dos artistas e músicos com quais você colabora?

Independente se um artista se sente confortável e seguro na frente da câmera ou não, eu acredito que qualquer indivíduo tem uma ideia da pessoa que eles querem retratar para o mundo. O dever do fotógrafo é capturar esta individualidade. Eu tendo a encorajar ideias, algumas excelentes outras desastres, mas no final tudo é tentativa e erro.

Todas as suas fotos retratam uma nova história, a qualidade que permite você a diferenciar cada imagem com uma nova personalidade, você pode nos dar dicas de como alcançar isto?

Existe uma liberdade de não dar muita direção. Eu quero capturar o indivíduo na frente da minha lente e não tentar trazer outra pessoa deles. Eu tento não mexer com as emoções das pessoas, eu quero eles ao vivo de quem eles são. Às vezes, não ficar envolvido na narrativa da fotografia, tanto quanto o contexto ajuda a manter quem é o foco principal.


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escrito por Katherine Phipps no dia 2017-02-28 em #equipamento #cultura #pessoas #lugares

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