Conto de Fadas no Inverno: Michela Riva com a Daguerreotype Achromat Art Lens

2017-03-09 1

Fotografia não é só um modo de documentar a realidade, mas também uma ferramenta narrativa poderosa para escapar em um jogo intrigante de mistérios: arte figurativa no seu auge, ela é capaz de construir novas situações e significados fascinantes.

Michela Riva, uma fotógrafa que se fascina com arte visual e figurativa, interpreta o espirito sonhador e artístico da Daguerreotype Achromat Art Lens de modo extremamente pessoal, criando uma série que retrata um lindo conto.

Fotógrafa: Michela Riva
Modelo: Martina @ Be Nice
Styling: Alessia Alessio-Vernì
Make up: Cecilia Carbonelli
Assistente: Daniele Riva
Roupas: BOOGALOO Vintage and more
Local: Val Rosandra, Trieste
Câmera: Nikon d7000

Oi Michela! Nos conte algo sobre você e a sua paixão pela fotografia.

Olá! Eu sou a Michela, eu tenho 33 anos de idade e sou uma fotógrafa de Trieste, Itália. O meu vô paterno, um pintor e fotógrafo apaixonado, passou pra mim o amor pela arte, guiando os meus primeiros passos desenhando na minha infância, depois me doando a primeira câmera analógica compacte quando eu tinha 8 anos de idade. Apesar de ser ótima no desenho, com a fotografia eu era um desastre! Eu queimei filmes com fotos fora do foque, sobre-expostas ou completamente pretas, sem um sujeito específico e aparentemente completamente arbitrário. Pensando que eu não tinha talento nenhum, eu deixei a fotografia artística por muitos anos, usando a minha câmera somente para viagens com a família ou momentos especiais.

Como você definiria o seu estilo e como ele se envolveu ao passar do tempo?

Apaixonada pela pintura desde então. Eu comecei a capturar paisagens naturais e urbanas nas minhas viagens, depois transformando as fotos em imagens que lembram mais pinturas surreais do que fotos através de trabalho complexo de pós-produção. A intenção nunca foi de representar a realidade como ela é, e sim ilustrar ela através dos meus olhos e emoções. Eu gradualmente mudei para retratos, no começo eram espontâneos na fotografia de rua, e depois um estilo mais planejado na arte fina de retratos e fotografia de moda (que se tornou o meu gênero principal agora).

Como você deixa o seu espirito criativo ativo? De onde você tira a sua inspiração?

Eu sou uma grande sonhadora e muitas vezes, eu viajo na minha mente, esquecendo da realidade. Pode acontecer em qualquer lugar: numa viagem de trem, escutando a minha música preferida, passeando pela cidade ou na natureza, na frente de quadros, durante um filme ou no meio da leitura de um livro. Eu começo a sonhar com olhos abertos e imagino uma história fotográfica com os seus próprios protagonistas, o cenário, a atmosfera e todos os detalhes. Todos os meus projetos fotográficos são nascidos de visões; infelizmente, eu não posso realizar tudo que passa pela minha cabeça, mas quando dá, é como se eu me transformasse um sonho meu em realidade e isso é algo lindo!

Existem fotógrafos que você ama de coração?

Os meus fotógrafos preferidos são: Annie Leibovitz, Tim Walker, Peter Lindberg e Paolo Roversi. Essas lendas não precisam de apresentações. Eu os aprecio profundamente, os seus trabalhos é internacionalmente reconhecido: cada vez que eu os vejo, eu me emociono! Entre fotógrafos crescentes – mesmo esses que já se conquistaram profissionalmente – Emily Soto e Lara Jade são muito caras para mim; eu admiro elas desde o começo e elas são fontes de inspiração e encorajamento pra mim.

Para pessoas que acabaram de começar a experimentar com fotografia, qual seria o seu conselho para contar uma história e mover outros através de uma foto?

De um lado técnico, a sugestão que eu posso dar é deixar acontecer, tente milhões de vezes, faça erros e aprende deles com um auto julgamento saudável para poder se melhorar constantemente. De um lado emocional, eu acho que a parte mais importante é transmitir o que você tem por dentro é quer contar, não só o que você viu na foto de alguém, porque a cópia provavelmente não vai tocar alguém tanto quanto o original. E mais, copiando, o que isso realmente diz sobre nós?

Para contar uma história autentica, que é capaz de emocionar pessoas, eu acho que é necessário enxergar o que está dentro de nós primeiro, para que possamos projetar uma parte do nosso mundo interno para fora. Não importa quantos likes você recebe, fotografe para si mesmo, para expressar a unicidade que existe dentro de você. Redes sociais podem desaparecer amanhã, por isso não deixe elas destruírem a sua paixão e o seu fogo criativo! Sempre siga em frente e siga o seu coração.

Nos conte sobre o ensaio desta série com a Daguerreotype Achromat Art Lens.

Eu nunca usei esta lente antes, então eu pesquisei online para ver umas fotos pra mim ter uma ideia do que eu poderia fazer. Algo que chamou a minha atenção imediatamente, olhando nos testes, foram os lindos efeitos de luz dados pelas placas de abertura. Eu pensei em como eu poderia usar isso e decidi usar velas. Eu fiz o mood board, juntando todas as ideias e inspirações até a história ganhar vida na minha cabeça. Eu entrei em contato com a Alessia, uma colaboradora minha desde muitos anos e dona de uma loja linda de roupas vintage, em Trieste; ela topou participar, cuidando do styling e criando outfits lindos que você pode ver nas fotos. O make-up é da Cecilia, uma artista de make-up extraordinária e uma velha amiga que colabora comigo desde o início. A linda modelo Martina se identificou perfeitamente com a protagonista do meu conto de inverno com extrema delicadeza e elegância.

Eu adoro trabalhar em equipes, principalmente com colaboradores em quais eu mais confio, porque nós estamos em harmonia e nós nos entendemos imediatamente. O que eu mais gosto é de ver como cada uma de nós contribui com talento e criatividade para o projeto, que depois não é só “meu”, e sim nosso e isto é lindo.

O meu irmão, Daniel, foi o assistente no cenário (carregando bolsas super pesadas pelo caminho e arriscando escorregar e cair no rio várias vezes :P), para o vídeo de backstage (normalmente eu tiro fotos enquanto ele filma), eu admito que acabei de começar com cinematografia e ainda falta muito. Mas eu realmente amo isso, quase tanto como a fotografia.

O que você pensou quando você viu esta ótica pela primeira vez? Seu design peculiar teve alguns efeitos sobre a realização da sessão de fotos?

Quando eu vi a lente, eu fiquei realmente impressionado pela estética. Foi simplesmente lindo. Eu nunca vi uma lente tão linda assim, eu tenho que admitir! Eu amo vintage, e como dá pra ver no meu site, eu fiz vários ensaios inspirados em tempos passados, então com esta lente, eu me sento inspirada a fazer um conto de modo antiquado. Mais do que o design, o efeito sonhador de uma foto antiga e o efeito de pintura criados pelas placas influenciaram as minhas fotos.

Com qual abertura você fotografou? Você usou um formato especial das placas de abertura?

Eu usei principalmente: a placa standard de f/2.9, a Lumière f/4.5 e a Aquarelle f/6.3. Eu não usei aberturas mais fechadas por conta da falta de luz (nós estávamos na floresta no período mais escuro do ano). Eu tentei fotografar sem placas também para experimentar um efeito macio e sonhador. I troquei de placas frequentemente de acordo com a luz, com o fundo e o efeito que eu queria obter no momento. Eu nunca fotografei com uma lente como essa e eu me diverti muito. Foi realmente excitante.

Essa lente faz parte da família Art Lenses da Lomography. Na sua opinião, quais são as vantagens de usar uma art lens e para qual estilo você acha ela sútil?

Eu recomento esta lente, especialmente para quem ama criar fotos sonhadoras e artísticas, para aqueles que querem experimentar algo completamente diferente do que você consegue obter com uma lente tradicional e criar imagens incríveis, mesmo sem pós-produção.

Neste ensaio, eu só usei configurações básicas para intensificar as cores e o contraste mas eu não distorci a imagem original e nem adicionei efeitos especiais. Eu as personifiquei só o suficiente para dar o meu look à elas, marcando elas com o meu estilo, tentando permanecer leal à mágica da foto pura com a Daguerrotype. Uma lente ideal, especialmente para retratos. Eu também quis testar ela para figuras inteiras e eu fiquei surpreendida, principalmente com as placas de abertura Lumère e Aquarelle. Elas libertam e evocam o efeito de pintura nas fotos.

Obrigada à Michela e à sua equipe inteira por criar e compartilhar conosco, essa série incrível.


Para ver todo o trabalho da Michela, você pode dar uma olhada no seu site, Facebook e Instagram profile.

escrito por lomosmarti no dia 2017-03-09 em #pessoas #vídeos

Daguerreotype Achromat 2.9/64 Art Lens

A Daguerreotype Achromat 2.9/64 Art Lens está disponível para encaixes Canon EF, Nikon F ou Pentax K (tanto analógicas como digitais), e muitos outros modelos de câmeras usando adaptadores!

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