Gui Martinez: Memórias de Reversão

2017-03-21

Lomography está orgulhosa de apresentar a vocês um dos nossos mais recentes artistas, fotógrafo analógico comercial, Gui Martinez!

Quando olhamos para um trabalho como as fotos do Gui, não dá para não ficar colado na paleta de cor produzida com o seu controle magistral sobre slide filme de "reversão". Nós tivemos a chance de bater um papo com ele sobre trabalhos de viagens para mostrar para a nossa comunidade Lomográfica um pouco mais sobre o seu processo.

Seja bem-vindo, Gui! Voce poderia se apresentar à comunidade Lomográfica?
Olá, meu nome é Gui Martinez. Eu moro em Tóquio, Japão.

Com uma variedade tão ampla de trabalho, como você mantém consistência na sua expressão visual?

Eu acho que a consistência no meu trabalho vem do fato que eu sei muito bem do que eu gosto e não gosto na fotografia, o que eu faço bem como também os meus limites. Quanto mais você fotografa, mais você entende a sua própria fotografia e é importante respeitar este conhecimento e aplicar o mesmo no seu trabalho.

Você acha que você tem um estilo específico ou isto é algo que você está buscando?

Sim, eu tenho. Mas é mais sobre cores, iluminação, texturas e energia do que outra coisa. Os meus sujeitos mudam bastante, mesmo que quase sempre existe um elemento humano.

Por que você fotografa com filme?

Fora a minha preferência para as suas cores, textura e o look em gênero, eu acho que o processo da fotografia analógica me deixa mais próximo do meu trabalho. Eu também acho que das qualidades do filme, como menos nitidez, como a luz é exposta em filme, imperfeições, etc. porque a imagem tem um look mais natural, mais como nós realmente vemos as coisas e eu acho que isto deixa a imagem/o sujeito mais fácil para se relacionar.

Parece que você tem uma preferência para filmes slides, você pode explicar por que? Você tem um filme preferido de E-6?

Eu realmente amo as cores que você consegue tirar de filmes de reversão. Meu trabalho pode ser muito colorido e eu acho que o filme de reversão acerta o alvo. Eu também fotografo com filme negativo, que tem uma outra beleza própria.

Filme de reversão é bem menos clemente quando se trata de exposição do que filme Negativo ou Preto & Branco. Você tem algumas dicas para dar à comunidade Lomográfica?

Isto é correto. Você precisa entender muito bem como a medição de luz funciona. Eu não estou me referindo somente à medição correta da luz, mas também entender o que esta falta de flexibilidade na exposição pode fazer pro seu filme de slide. Eu acho que se você não estiver interessado no processo mais profundo da fotografia, medição de luz e certas partes técnicas da fotografia é melhor você continuar com o filme negativo. Eu não acho que tem um problema em querer pegar uma câmera e fotografar sem aprender muito sobre a fotografia, mas filme de reversão pode te deixar frustrado com os seus resultados, especialmente se você não consegue ou não sabe como configurar a sua câmera manualmente.

O seu trabalho parece ser principalmente para uso editorial, mas se você prestar atenção, não daria para ver elementos comerciais nas fotos. Você pode descrever o seu processo para encontrar publicações ou projetos que estão abertos para deixar você trabalhar nos seus próprios termos?

Na verdade, eu fotografo para uma variedade de clientes e temas. Eu não necessariamente publico tudo no meu site/Instagram. Mas você tem razão, não tem muitos elementos comerciais nas minhas fotos. Isto é algo que eu pode parecer vulgar às vezes. E muitas marcas e clientes com quais eu trabalho concordam com isso.

O cliente por trás de uma imagem que é linda passa a atmosfera/energia para a sua marca e isso muitas vezes, é mais atraente para eles.

Com isto em mente, e a determinação para desenvolver as minhas competências constantemente e a qualidade do meu trabalho, eu consegui criar um fluxo constante de exigências de clientes para compartilhar a mesma visão de arte, beleza e fotografia.


Dê uma olhada no trabalho do Gui no seu site e dê uma olhada no seu Instagram!

Todo o trabalho foi usado com a permissão do artista.
Entrevista por Devin Blaskovich

escrito por blaskovichs no dia 2017-03-21 em

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