Memórias que Duram para Sempre: Uma Entrevista com Jonathan Moore

2017-05-16

Jonathan Moore é um fotógrafo de Portland cujo trabalho se trata de capturar lindas paisagens e pessoas inspiradoras. Ele entrou no mundo da fotografia porque ele sempre foi fascinado por tipos diferentes de mídia artística. Neste entrevista Jonathan revela por que ele começou a se envolver com a fotografia de paisagens assim como o que o motiva a fotografar com o analógico.

Oi Jonathan! Bem-vindo à nossa Magazine! Como você se envolveu com fotografia?

Fico feliz de poder contribuir! Eu não tinha muitos amigos que curtiam a fotografia então eu me inspirei com fotos que eu vi online ao lado da comunidade de design gráfico. Quando eu comprei a minha primeira câmera, eu comecei a tirar fotos de tudo. Eu sabia que retratos e paisagens eram as coisas que eu mais queria fotografar, então eu treinei isto.

Depois eu fui para a escola de design gráfico em 2011, mas troquei de estudos para fotografia depois de fazer um curso de fotografia no meu primeiro semestre. Eu participei de algumas aulas por Alec Soth e David Hilliard e eles me inspiraram a melhorar a minha fotografia.

O que te atraiu a se dedicar a fotografia de paisagens?

Eu realmente gosto de explorar locais que não são tão comuns e fazer caminhadas. Cada pôr e nascer do sol é diferente. Cada estação oferece algo novo. Ser independente do meu trabalho diurno e da sociedade é algo raro para mim, por isso eu gosto de capturar esses momentos antes que eles desapareçam.

Como a sua vida mudou desde que você entrou no mundo da fotografia?

Nunca importou se era desenho, pintura ou design. Eu sempre me envolvi com algum meio de arte. A fotografia faz parte disso, mas ela também me permite a documentar a história da minha vida e a de outros de um modo que funciona pra mim. Eu não sempre consigo trabalhar direito em tempo real, por isso compor o que eu vejo e visitar as fotos depois é algo muito especial. Eu aprendi muito sobre comunicação e visão.

De onde vem a sua inspiração?

Eu me inspiro muito com filmes. Eu cresci na frente da TV, então eu automaticamente me interesso por stills de filmes. Eu acho que o meu mais recente trabalho mostra isso. Também tem o elemento narrativo. Eu adoro a fotografia que conta uma história. A beleza disso é que não sempre tem que ser uma história que está acontecendo visualmente na foto, mas uma que faz parte de algo maior da história do fotógrafo e onde ele esteve.

Você se mudou para Vancouver em 2015. Do que você mais sente falta da sua cidade nata? Quantos anos você tinha quando você tirou a sua primeira foto?

Eu sinto muita falta dos meus amigos e de como as coisas eram simples. Eu queria ter fotografado eles como eu fotografo agora. A gente tinha todo o tempo do mundo. Eu fiz uma viagem para Nova York de um clube de arte em 2002. A minha mãe era uma acompanhante e ela trouxe a primeira câmera para a família (uma Minolta SLR) e ela me deixou usar. Eu me lembro de ter tirado um monte de fotos dessa viagem, mas as que eu mais gostei foram umas que eu tirei do topo do Empire State Building e umas das ruas que parecem não ter fim no pôr-do-sol.

O que teve o maior impacto no seu estilo fotográfico?

Quando os meus colegas perguntavam “por que?” durante as críticas, isso realmente me motivou a levar a minha fotografia a sério. Eu também estudei as minhas fotografias preferidas e pratiquei técnicas e vistas. Um passo importante foi vender as minhas câmeras digitais. Eu quase só fotografo com analógico agora e isso mudou tudo. O meu trabalho é bem mais cinemático agora. É o que eu sempre quis.

Nessa era digital, o que te motiva a continuar fotografar com filme?

Pra mim, realmente depende do formato. Se eu fotografar em 35mm, normalmente é com uma câmera de apontar e atirar e eu tenho uma atitude mais relaxada. Todos os resultados são incríveis, mesmo se não estiverem focadas. Pra mim, elas parecem mais com memórias do que fotos.
Quando eu fotografo com um formato maior, eu quase só olho pelo visor e vejo o “quadro geral”. Eu também amo vários tipos de filme existentes (muito obrigada a vocês) para experimentar. Eu nunca vou parar de testar filmes novos enquanto eles continuarem a existir. E a dinâmica e as cores do filme também são irresistíveis.

O que é que você quer comunicar através da sua fotografia?

Realmente depende do que eu estou fotografando. Com o meu trabalho narrativo, eu normalmente quero criar uma cena que não conta a história toda para que o telespectador possa ter um pouco mais de mistério e a vontade de ver mais. Quando eu fotografo paisagens, eu tento manter tudo simples fotografando os meus lugares preferidos pessoais para compartilhar com o resto do mundo que talvez não tenha acesso a estes lugares.

Você tem projetos futuros que você quer compartilhar conosco?

No momento eu estou trabalhando em uma série de fotos com o tema “inquietude” em cenários diferentes. É um estudo sobre como o tédio e a ansiedade podem levar a situações estranhas ou confusas. Eu realmente gostaria de fazer um livro sobre isso. Eu também estou trabalhando em um print shop virtual com um coletivo de artistas.


Todas as fotos mostradas neste artigo foram usadas com a permissão de Jonathan Moore. Se você gostaria de ver mais do seu trabalho, siga Jonathan no Instagram ou dê uma olhada no seu site.

escrito por Ivana Džamić no dia 2017-05-16 em #pessoas

Mais Artigos Interessantes