Sobre Mágica, Mistério e Múltiplas Exposições - Uma Entrevista com Kimberly Seabury

2017-05-18
© Kimberly Seabury

Oi, Kimberly! Seja bem vinda a Lomography Magazine. Por favor, se apresenta!

Oi Lomo! Eu sou Kimberly Seabury, uma fotógrafa analógica de artes finas. Eu tenho 29 anos e no momento estou morando em Salem, Oregon; originalmente de Santa Maria, Califórnia. Eu também trabalho como uma Técnica de Foto para Photovision, então mesmo quando eu não estou fotografando, eu estou cuidando, processando e digitalizando imagens.

Quem é Kimberly quando não está fotografando?

Eu sou uma mulher que bebe uísque, assiste “Fraiser” e sempre está sempre ativa. Quando eu não estou tirando fotos ou trabalhando, ou eu estou fazendo longas caminhadas e pensando sobre a existência da vida, ou eu estou passando tempo com os meus amigos.

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Nos conte como você descobriu a fotografia.

A primeira vez que eu comecei a ver como uma fotógrafa foi quando eu tinha 8 anos. Eu estava numa viagem longa de carro com o meu pai e meus irmãos voltando para Oregon de Idaho. Ele começou a nos contar sobre como um dia, a tecnologia iria ser tão avançada que tudo que a gente iria precisar fazer é por uma lente de contato especial, piscar os olhos e assim a gente iria criar uma foto. Desde aquele dia eu fingi que eu tinha essas lentes e cada vez que eu via algo lindo ou especial eu piscava com os olhos e tirava uma foto imaginária.

8 anos depois tempos a Kimberly de 16 anos, que roubava a câmera digital do pai quando ele não estava olhando. Eu cresci com depressão, por isso era o meu escape criar a minha própria visão de beleza quando eu não conseguia encontrar ela dentro de mim. Eu me ensinei a tirar fotos, mas não foi até os meus 20 anos que eu comecei a me interessar pela fotografia analógica. Eu participei de um curso de fotografia na faculdade pública e me apaixonei completamente pelo que o filme podia fazer por mim. Eu nunca mais voltei para o digital. Este ano, eu fui convidada para ajudar o professor deste mesmo curso de fotografia que fez de mim a fotógrafa que sou hoje.

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Como você define fotografia?

Eu não gosto muito da palavra “definir” porque ela é um pouco permanente demais para mim e eu posso mudar de ideia com o passar dos anos. Se eu tivesse que tentar resumir o que a fotografia significa pra mim, seria o processo de tentar capturar os momentos mais preciosos antes deles desaparecerem; prendendo esta emoção, a congelando, para sempre queimada em um negativo que sempre estará aqui para revisitar, lembrando estas memórias e me levando de volta para aquele tempo e lugar.

Como o seu trabalho profissional se diferencia do seu trabalho pessoal?

Eu não sei se eles realmente se diferenciam tanto assim, eu gosto de fazer ambos. Eu acho que uma coisa seria mais controle criativo nos meus projetos pessoais. Das roupas, cabelo, make-up, local, tema e modelo, eu posso decidir tudo. Mas às vezes é bom só aparecer e tirar fotos.

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Em qual área você se sente mais confortável?

Natureza. Filme. Mulheres. Mágica

O que é o seu tema preferido? De onde você tira a sua inspiração? O que é a gasolina da sua criatividade?

O meu tema favorito é a natureza. É tão fácil para os olhos. Eu tiro a minha inspiração de filmes, sonhos, música e a minha própria imaginação. Normalmente o que acende a minha criatividade é a esperança que algum dia eu serei melhor do que eu sou agora. Eu sempre quero ultrapassar o meu passado e isso me ajuda a investir mais energia em cada ensaio e criar novas ideias.

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As suas fotos de dupla exposição são lindas. Como e quando você descobriu que isso poderia ser um meio cero para os seus conceitos e ideias?

Eu não realmente pensei sobre o que seria certo para o meu meio, eu simplesmente amo experimentar com novos modos de fotografar com filme. Eu fiquei muito boa, então eu só continuei a praticar veio facilmente pra mim. É algo que eu tento incorporar nas minhas fotos para adicionar uma perspectiva mais artística e criativa.

Na sua opinião, o que faz múltiplas exposições de destacarem?

Pessoalmente, eu amo quando elas capturam a alma da modelo um pouco com um senso de mistério. Eu sempre tento fazer as minhas duplas exposições um pouco mais fantasmagóricas do que bonitas.

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Existe uma formula que você segue no seu processo criativo?

Na verdade, não. Eu preciso conhecer a modelo um pouco antes do ensaio, assim eu posso trabalhar com quem elas são e como eu posso utilizar as suas forças durante o ensaio. Não tem nada pior do que tentar fazer alguém ser algo que eles não são. Esses tipos de ensaios nunca funcionam pra mim, porque eu sempre posso ver o desconforto nos olhos da modelo.

Como você faz com que as modelos se sintam confortáveis nos ensaios?

Eu tento fazer elas rir bastante e deixar elas saberem que eu nunca iria postar uma foto ruim delas na internet (ha). Isso normalmente acalma elas. Eu sempre tento criar uma boa atmosfera para elas, também usando música relaxante e música que combina com o tema que queremos criar.

Qual seria o seu destino ideal para um ensaio?

Em qualquer lugar que parece mágico ou como saiu de um conto de fadas. Islândia seria incrível, mas eu acho que qualquer lugar que tem o potencial para grandeza seria o suficiente. Temas diferentes com pessoas diferentes permitem você a conectar mais com elas e achar para onde você quer ir com elas.

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Como você descreveria o seu estilo em cinco palavras?

Excêntrico, misterioso, corajoso, temperamental e mágico

Na sua opinião, quais são as características de um bom fotógrafo?

Pra mim, um bom fotógrafo seria um que atrai os seus olhos e deixa a sua dá asas a sua imaginação. Provoca uma emoção que você não pode explicar, mas que faz você sentir uma unidade com o fotógrafo e a história é capturada dentro da imagem. Se ressonar dentro da sua alma, isso pra mim é um bom fotógrafo.

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Qual é a sua fotografia preferida? Por que?

Eu acho que a minha foto preferida que eu já fiz, deve ser a “afterglow.” No momento, ela está sendo exibida na High Street Gallery em Salem, Oregon junto com umas das minhas outras duplas exposições. Você pode dar uma olhada no meu site e na sessão de “prints”. É uma verdadeira dupla exposição feita com uma câmera velha no meu quarto. Eu não tinha certeza, se essa foto iria dar certo porque estava tão escuro no meu quarto, iluminado apenas por velas. Eu também usei o meu corpo e a porta como um tripé quando eu tirei a foto, pensando que a foto sairia um pouco borrada, mas eu estava tão envolvida na beleza ao meu redor que eu queria tentar de qualquer jeito. Eu não tinha esperado que a foto sairia perfeitamente exposta e nítida que também iria incorporar um meio completamente diferente, como uma pintura.

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O que foi o seu maior desafio como uma artista? Como você o ultrapassou?

O maior desafio é ter a liberdade e o tempo de realmente tirar as fotos que você quer tirar. Quando você trabalha tanto assim, você começa a tirar menos fotos que são interessantes porque o trabalho pode tomar muita da sua atenção. Dá um tempo para cultivar ideias e conceitos é uma coisa que eu preciso fazer mais do que dar o meu tempo e energia para outra coisa.

Que câmera/filme/acessório você usa no seu trabalho profissional e pessoal?

Eu não tenho uma preferência de que tipo de filme eu uso. Eu sei que tipo de filme eu preciso usar para tempos específicos, locais ou cores, então isso varia pra mim. Na maioria das vezes, eu sempre carrego um Kodak 400, 160 e Fuji 400h. No momento eu fotografo com a minha Mamiya 645 pro TL, Canon 1v e um monte de câmeras analógicas antigas.

© Kimberly Seabury

Artistas ou fotógrafos que você está seguindo religiosamente?

Eu tento não focar muito no trabalho dos outros, mas uma pessoa que é um amigo querido meu que eu admiro como fotógrafo é Dmitri Von Klein (também conhecido como Monovita). Ele e eu temos mais ou menos a mesma mentalidade do que caracteriza uma boa foto. A nossa amizade me ajuda a ver a sua personalidade dentro das suas fotos, e por causa disso, eu posso me identificar com elas.

Quem é a sua colaboração dos sonhos?

Um corvo, um lobo e um unicórnio.

Quais são os seus futuros projetos? Por favor, compartilhe conosco.

No momento eu tenho um monte de projetos futuros, mas eles ainda estão girando na minha cabeça e eu ainda não decidi nada. Eu só seu que eu tenho que fotografar a algum ponto e quando eu conhecer a pessoa certa, eu posso pôr ela em um tema específico em qual eu estava pensando.

© Kimberly Seabury

Se você não fosse uma fotógrafa, o que você seria?

Provavelmente, eu seria uma acupunturista, porque eu realmente amo a medicina alternativa. Eu gosto de espiritualidade e qualquer coisa que abre o seu cérebro para novas possibilidades e aumenta o seu nível de consciência.

O que você gostaria que a sua audiência levasse para casa depois de ver as suas fotos?

Eu gostaria que eles fossem capazes de olhar para as minhas fotos e se sentirem inspirados pelos reinos que você pode criar dentro da sua própria imaginação. Eu adoraria se eles sentissem um senso de fantasia e mistério dentro das minhas fotos. Eu queria que as minhas fotos os levassem para um outro mundo e fizessem eles se sentirem bem, mesmo se só por um minuto.

Últimas palavras para os nossos leitores?

Tire fotos que a sua alma irá aproveitar, para ninguém mais.


Nós gostaríamos de agradecer a Kimberly para a oportunidade de apresentar o seu trabalho e aprender mais sobre o seu processo. Você pode ver mais do seu trabalho no seu site e Instagram.

escrito por cheeo no dia 2017-05-18 em #novidades #pessoas

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