Ina Jang sobre a Fotografia e a Mistura de Meios: Uma Entrevista

2017-05-30

A misturadora ávida dos meios de arte e fotografia, Ina Jang compartilha conosco o que motiva ela a continuar os seus constantes experimentos, as suas estéticas subtis e suaves, e a história por trás do seu trabalho. Leia esta entrevista exclusiva sobre como ela traz uma nova dinâmica à fotografia alternativa.

Tamago, 2014 © Ina Jang

Oi Ina! Seja bem-vinda a Lomography Magazine. Primeiramente, o seu trabalho é uma mistura de fotografia, design e arte. Para você, o que é tão interessante nessas formas?

Obrigada pelas boas-vindas! Para dizer a verdade, foi um processo orgânico para mim descobrir que o meu interesse em artes visuais, em gênero, me ajudou a formar o modo em que eu visualizo o meu mundo. Eu não necessariamente tento categorizar o que eu faço com a minha fotografia. Dito isso, o meu trabalho incorpora uma certa identidade de design gráfico, moda, escultura e talvez arte de performance até um certo ponto. Pra mim, fotografia, e a câmera para ser mais específica, é só um modo de descrever coisas que palavras não podem explicar.

A World Without Words, Leaf, 2010; All Roses are Red, All Birds are Blue, A Vase, 2014; Pearl Necklace, 2016 © Ina Jang

Você também desenha nelas, de forma muito minimalista. Você poderia descrever a sua estética?

Desenho tem preferência no meu trabalho. Quase tudo que eu fotografo, um dia foi um desenho simples. Eu gosto de começar desenhando algumas ideias antes de criar as imagens. Sempre foi uma parte essencial do meu trabalho.

Mrs. Dallowayy: A Blue Bottle in a Red Room Blonde, The Bird, 2017 © Ina Jang

O que você tenta transmitir com as suas imagens?

Eu fiz trabalhos diferentes nos anos passados, e é difícil resumir o que eu tento transmitir no seu todo. Depende do projeto, mas em gênero, eu sempre estou em busca de momentos poéticos e divertidos dentro de espaços, coisas, memórias e feminilidade. Eu também quero que o meu trabalho seja não-limitado e deixe espaço para os espectadores interpretarem o modo que eles experimentarem o trabalho.

Nós adoramos a paleta das suas fotografias minimalistas – a cor preta normalmente sendo a mais forte. Por que você escolhe cores suaves?

A ambiguidade das paletas é muito interessante pra mim. As sutilezas dessas cores permitem as possibilidades de interpretações diferentes.

Utopia, No Name, 2016 © Ina Jang

A câmera não é mais nada do que uma ferramenta para arte. Quais outros meios você gostaria de testar e misturar com fotografia no futuro?

Eu ainda não tenho certeza. Eu acho que a fotografia é algo tão interessante que eu ainda tenho tanto a explorar ainda nesse meio. A fotografia já se evoluiu tanto desde que eu comecei com este meio. Então de certo modo, como uma criadora de imagens que respira o mesmo ar com a rapidez da evolução fotográfica, eu acho seria muita coisa para mim tentar alcançar o que está por vir.

Em termos de ‘misturar’ os meios, eu sempre fiz coisas com a minha mão para as minhas imagens. Então eu acho que vou tentar expandir as minhas competências para poder trabalhar com texturas diferentes do que só papel.

Noon, 2014; All Roses are Red, All Birds are Blue - A Dance, 2014; A Woodear, 2014; A Stranger, 2014 © Ina Jang

De onde vem a sua inspiração? Quem são as suas musas e influências?

Eu amo ler revisões de filmes. Eu passava horas em fóruns no IMDB até eles acabarem com isso recentemente. Era tão fascinante pra mim ver como pessoas interpretam o mesmo filme de modos tão diferentes, e ter tanta paixão pra discutir sem dar respostas claras. Eu gosto do fato que nós todos temos pontos de vista e experiências diferentes quando se trata de arte. Isso é o que mais me inspira, fora pinturas.

Se você poderia trabalhar ou colaborar com qualquer fotógrafo ou artista (vivo, morto ou fictício!), quem seria?
Matisse. Sem dúvida.

Lucid Dream, A Ball, 2013; 2PM, 2014;; A World Without Words - A Circle, 2011 © Ina Jang

O que você faz normalmente no seu tempo livre? Algum projeto em curso ou outros planos por quais você está interessada?

Normalmente eu não tenho tempo livre. Eu realmente amo pensar sobre fotografia e o no meu próximo projeto a cada minuto – o que será a próxima imagem que eu vou criar. Quando eu tenho um tempinho, eu gosto de viajar. Ou a melhor coisa a fazer seria assistir filmes e ler revisões (haha).

No ano passado, eu estive trabalhando em duas obras que serão exibidas em Tóquio e na Suíça. ‘Mrs. Dalloway’ consiste de imagens que eu fiz cortando negativos de filmes e depois fazendo uma colagem. Haverá uma exibição, na verdade abrindo nessa quinta-feira, em Tóquio. O outro projeto, ‘Utopia’, será exibido no Museu de Artes Finas em Le Locle, na Suíça este junho. Esses dois são os mais importantes pra mim no momento.


Quer ver mais da fotografia de Ina Jang? Leia a nossa primeira publicação com ela aqui ou visite o seu website e Instagram para ver mais do seu trabalho. As imagens foram usadas com a permissão da Ina Jang.

escrito por Ciel Hernandez no dia 2017-05-30 em #pessoas

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