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Um amor que despertou outro amor

Antes eu era uma fã obstinada por câmeras digitais, mas nesse ano fui inserida no mundo da fotografia analógica e estou amando isso!

Há algum tempo atrás, em dezembro do ano passado, meu namorado, que tinha começado a gostar de fotografia analógica alguns meses atrás, estava compartilhando comigo os desafios desse estilo fotográfico. E eu, como uma boa fã obstinada por câmeras digitais (point-and-shoot), simplesmente levantei a sobrancelha e respondi de forma trivial: “Não é só apertar o botão do obturador e tirar uma foto? O que é tão difícil nisso?”

Então o pobre namorado passou os 20 minutos seguintes tentando me explicar os dificuldades da fotografia analógica e que grandes fotos não são tiradas com um mero apertar de botão. Sabendo o quão teimosa eu poderia ser, resolveu desistir naquele dia. Sua paixão pela arte analógica continuou a crescer dia após dia, eu o via procurando por artigos sobre fotografia na internet.

No feriado de dezembro, saímos com um monte de amigos e ele trouxe sua nova bebê, uma Yashica Electro 35. Eu, é claro, trouxe minha verdadeira companheira: uma sedutora, suave e dotada de um vermelho meio pimenta Canon, que eu tinha comprado há uns meses atrás. Ao longo da viagem, eu o via fotografando. Ele tirava fotos dos objetos mais comuns, uma flor num arbusto, uma placa ao sol, eu não tirava. Eu era perfeitamente feliz com as capacidades do temporizador da minha câmera, que permitia que nosso grupo tirasse as fotos mais incríveis de todas, nas dunas de areia que visitamos (estávamos no Vietnã).

Quando chegamos em casa, ele revelou as fotos que tinha tirado e eu tive que engolir tudo o que eu disse. Talvez para os profissionais lá fora, as fotos que ele tirou fossem normais, sem nada de extraordinário, nada de especial. Mas eu fiquei completamente surpresa. Eu não estava lá quando ele tirou a foto daquele letreiro feio? Ali estava ele, capturado numa fotografia, com radiantes raios de luz do Sol que se derramavam de forma linda sobre o metal que refletia um tom brilhante e reluzente. As outras fotografias da viagem ficaram maravilhosas e a partir daquele momento, a fotografia analógica me ganhou.

Só consegui minha própria câmera analógica mais tarde quando meu namorado me fez uma surpresa no Dia dos Namorados. Essa câmera sem frescuras era perfeita pra mim, uma boba que achava sua Yashica incompreensível mesmo depois de cinco meses de uso. Preciso dizer que tive muita diversão com essa câmera! Palavras não podem expressar a alegria e expectativa que eu sinto quando envio meus filmes para serem revelados. Nós viajamos outra vez no fim de fevereiro, dessa vez para Bangkok e eu a trouxe comigo. Bom, a Canon veio também, mas dessa vez, a pequena vermelha foi banida pra minha mochila até o pôr-do-sol (já que minha outra câmera não pode tirar fotos à noite). Já faz quase dois meses que minha primeira câmera analógica e agora eu mal posso esperar para explorar outras câmeras (construí minha própria Recesky recentemente e tem uma Olympus Trip a caminho!)

Não tenho como agradecer meu namorado por me trazer para o mundo da fotografia analógica! Aqui estão algumas fotos pra vocês! Continuo sendo uma novata, mas espero que eu melhore com o tempo!

escrito por fumu e traduzido por ilikephoto

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