Você tem uma conta? Login | Você é novo na Lomography? Cadastre-se | Lab | Site atual:

A História das Fotografias #10: Mercados, Diana e Amor

Cada cidade tem os seus lugares que podem orgulhosamente ser chamados de pontos de encontro. As pessoas encontram-se lá para tomar um café ou um chá, conversar, comprar coisas ou apenas para se maravilharem com a vida e fofocar um bocadinho. Não importa muito se se encontram acidentalmente ou se planejam com antecedência. A alegria de encontrar alguém está sempre lá, ligada àquele lugar especial.

Depois da neve derreter, a Penny levou a sua nova bicicleta – Mr. Pink – para a sua primeira volta. Tinha ouvido histórias maravilhosas sobre os mercados de Helsink e pensou que poderia ser divertido visitar o famoso “kauppahaali”.

Visitar um mercado na Finlândia é uma pequena festa e uma experiência maravilhosa para um turista. Todos os cheiros tentam nos atacar em cada esquina e de cada barraca. Peixe fresco, chocolate preto ou de leite, café ou um cheiro frutado de geleias caseiras. E as cores! Isso, sim, é uma verdadeira festa para os olhos de qualquer lomógrafo. Salmão cor-de-rosa, vegetais e frutas frescas e coloridas, mirtilos azuis escuros, morangos vermelhos maravilhosos, brócolos verdes, tudo o quanto você pode imaginar. Era sábado quando a Penny encontrou estes lugares saborosos e fotogênicos. Guardou na sua mala várias máquinas e foi à sua primeira caça de fotos num mercado.

O primeiro “kauppahaali” que ela visitou era um edifício antigo perto do porto. A sua Diana F+ estava impacientemente à espera no seu pescoço para tirar as primeiras fotografias. Ela fez isso e disparou. Click! Click! Acostumou-se à atenção dos transeuntes sempre que gira e dispara com a sua Diana, mas desta vez notou algo muito muito estranho – um estranho. Era um rapaz alto (bem, pelo menos mais alto que Penny), com um cabelo loiro desgrenhado, também era bonito e tinha uns óculos com uma armação espessa e preta, ainda assim, ser bonito não compensa ninguém pelas suas intenções de stalker. Ele era um stalker, um perseguidor, e seguia-a para qualquer tenda, parava um ou dois metros atrás dela quando fotografava, observando-a atenciosamente.

Para a Penny, toda esta atenção indesejada era simplesmente demasiada, ela olhou para ele com questões furiosas nos olhos ‘Então? Para onde estás a olhar? Tens algum problema?’ Contudo ele respondeu com um sorriso tímido e tirou da sua mochila uma Holga. Essa era a resposta, algo que ela definitivamente não esperava e que a deixou sem fala por momentos. Ficaram lá sem trocar uma única palavra durante vários minutos, sorrindo um para o outro e procurando alguma questão para quebrar aquele estúpido silêncio.

‘Café? Chá?’
‘Sim, um chá seria fantástico!’ respondeu ela.

.bq Foto e palavras de Erika Grendelova. Originalmente da Eslováquia, a Erika agora vive na República Checa e viaja muito para o Reino Unido e para a Finlândia.

escrito por erikagrendel e traduzido por duarteneves

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro

Ler este artigo em outro idioma

A versão original deste artigo está escrito em:English. Isto também está disponível em:Deutsch.