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Praktica MTL3: A Câmera Que Faz CLICK!

Quando você realmente quiser se sentir carregando uma câmera, uma que faz click em uma voz alta e orgulhosa, uma que você possa usar pra bater num ladrão que tente tomá-la de você, a MTL3 é seu número de escolha. Essa máquina de metal e vidro é o oposto de todas aquelas baby câmeras de plástico ultramodernas.

Foto por stratski

Vamos começar com umas informações técnicas. A Pentacon MLT 3 é uma SLR com velocidades de obturador de 1 à 1/1000 segundo, mais modo bulbo. Ela tem um medidor de luz que funciona à base de bateria integrado no espelho, consistido por uma agulha no visor que pode apontar para + (superexposta), 0 (exposição correta) ou – (subexposta). Ela foi produzida entre 1978 e 1984.

Essa é minha SLR padrão. Eu tenho algumas outras (quando todo mundo mudou pras digitais, você conseguia comprá-las por quase nada nos melhores mercados de pulgas, que é como eu consegui a minha), mas essa é a minha favorita. Sem nenhuma razão em particular, ela simpesmente é. Ela tem um pouco de vazamentos de luz (eu sempre estou para consertar isso, mas nunca realmente faço. Pensando melhor, pode ser só porque, às vezes, eu não engato a lente do jeito certo), mas, além disso, ela está em perfeitas condições. Ela é pesada e sólida como um tanque de guerra, e eu adoro o CLICK alto que ela faz quando tiro uma foto. Não é uma câmera para fotografia de ação furtiva, essa aqui. Ela tem um medidor de luz, mas como a bateria dela é plana, eu ainda não a expus. Se você tiver um medidor de luz separado, ou se for bom em adivinhar o tempo de exposição, não va precisar dele de qualquer forma. Pessoalmente, eu acho que é uma grande vantagem se você não precisar de uma bateria em sua câmera. Poupa você de todo aquele drama quando a bateria acaba bem quando você ia tirar a foto perfeita.

A parte divertida de uma SLR é, claro, que você pode trocar de lentes, Lentes que cabem na Pentacon são bem fáceis de se encontrar e eu tenho um monte delas:

  • uma lente Pentacon 1.8/50: essa é minha lente padrão e vai desde de f1.8 até f16, e pode focar de 0,33m até o infinito.
  • uma lente Domiplan 2.8/50: de f 2.8 até f22; 0,27m até o infinito.
  • uma lente Meyer Optik Oreston 1.8/50: de f1.8 até f16, 0,33 até o infinito. Um amigo meu me deu ela. Ela tem um filtro P&B um pouquinho manchado preso à ela que eu não consigo tirar.
  • uma lente Pentacon 1:1.2.8 f=28 grande-angular: as fotos com essa lente tendem a ser um pouco mal definidas. Eu não sei se sou eu ou a lente. Provavelmente, eu.
Foto grande-angular mal definida
  • uma lente Pentor 1:28 135mm de zoom: f2.8 até f22; 1,4m até o infinito.
  • uma tele-lente Soligor 1:6.3 400mm: f6.3 até f32, 6,5m até o infinito. Outro achado no brechó. Tem mais ou menos 30cm de comprimento, bem pesada, e quase impossível de usar sem um tripode robusto (o que eu não tenho). Ela é bem maneira.
Imagem-exemplo tirada com uma tele-lente Soligor.

Eu também tenho um monte de filtros que cabem em uma ou mais dessas lentes. UV, P&B, amarelo, verde, e dois filtros de close-up (2x e 3x). Eu ainda não consegui testar todos os filtros, mas depois de ler esses dois artigos escritos pelo @adam_g200, eu estou muito ansioso para testar todos eles. Esse será um artigo um pouco diferente, eu acho…

Eu sou meio irremediável quanto a lentes. Eu já li sobres as diferenças delas um milhão de vez (eu trabalho editando livros de fotografia) mas eu não consigo entendê-las. Eu posso dizer a diferença entre um zoom, uma grande-angular e uma regular, e só isso. Eu normalmente me prendo à minha lente padrão, que faz fotos bem legais.

escrito por stratski e traduzido por arrebol

2 comentários

  1. szgeladin

    Eu tenho uma dessa e nunca usei bateria, qual a diferença? Que filme você usa?
    mais de 2 anos atrás · reportar como spam
  2. szgeladin

    Queria fazer uns efeitos com ela, mas só da pra fazer com filme apropriado pra isso?
    mais de 2 anos atrás · reportar como spam